
A eliminação do Brasil me fez pensar em você!
Estamos em plena Copa do Mundo. E não tem como escapar, né? Todo mundo falando sobre o jogo, o que vai acontecer, quem vai passar, quem vai cair.
Mas sabe o que percebi nesses dias observando os jogos e as conversas ao redor?
A diferença entre um time que funciona e um amontoado de craques frustrados é exatamente a mesma diferença entre um negócio que cresce e um negócio que só apaga incêndio.
DICA: Após sua reflexão, no final do texto, tem dica prática para você começar a aplicar ainda hoje e melhorar a sua gestão. Fica comigo.
O Brasil teve Neymar. Mas não tem jogo.
Você já viu aquele time cheio de estrelas que não consegue jogar junto? Cada um querendo resolver sozinho, ninguém passa a bola, todo mundo correndo pro mesmo lado?
Pois é. Seu negócio pode estar assim. Você tem um ótimo produto. Tem presença nas redes sociais. Talvez até invista em anúncios. Mas nada conversa com nada. Cada ação é isolada. Cada esforço é um tiro no escuro.
E no fim do mês, você olha o resultado e se pergunta: "Por que com tanto trabalho, o retorno é tão pequeno?" Porque você não tem um time. Você tem jogadores.
Em 37 anos trabalhando com marketing e gestão, vi isso acontecer centenas de vezes. Empresas com recursos, com talento, com vontade. Mas sem estratégia que una tudo isso.
E aí vem a Copa e mostra com clareza brutal: não adianta ter onze craques se eles não jogam como um.
A preparação começa muito antes do jogo
Quando você assiste uma partida de Copa do Mundo, está vendo apenas 90 minutos. Mas por trás daquilo tem anos de preparação.
O técnico estudou cada adversário. Analisou pontos fracos e fortes. Treinou jogadas específicas. Preparou o time fisicamente e emocionalmente.
Agora pensa no seu negócio.
Você está entrando em campo preparado ou só reagindo ao que acontece?
Porque tem empreendedor que acorda de manhã e decide: "Hoje vou postar no Instagram". Posta qualquer coisa. Não tem estratégia. Não sabe o que quer alcançar. Não mede resultado.
É como entrar num jogo de Copa sem ter treinado, sem conhecer o adversário, sem saber qual é a tática.
E aí reclama que "marketing não funciona".
Preparação não é glamourosa. Ninguém vê. Mas é ela que define se você vai ganhar ou perder antes mesmo da bola rolar.
Liderança: o técnico que ninguém vê, mas todos sentem
Tem uma coisa que sempre me fascina nos times de Copa: a figura do técnico.
Ele não joga. Não faz gol. Mas é dele a responsabilidade de fazer aquele time funcionar.
E sabe qual é o trabalho mais difícil do técnico? Não é montar a escalação. É manter todo mundo alinhado quando as coisas não estão saindo como planejado.
No seu negócio, você é o técnico.
E o mercado? O mercado é o adversário que muda de tática no meio da partida.
Você preparou uma estratégia de vendas linda, mas aí vem uma crise econômica. Ou um concorrente lança algo novo. Ou o algoritmo muda e seu alcance cai pela metade.
E agora?
No Aikido, a gente aprende que resistir à mudança é inútil. Você não luta contra a força que vem. Você se adapta. Redireciona. Flui.
O técnico de Copa faz isso o tempo todo. Ele não entra em pânico quando o adversário marca um gol. Ele observa, ajusta, muda a tática se for preciso.
Você está fazendo isso no seu negócio?
Ou está travado na mesma estratégia que não funciona mais, mas você insiste porque "sempre foi assim"?
Liderança não é só ter uma boa ideia. É ter a clareza de mudar quando a realidade pede.
O VAR do seu negócio: análise de dados antes que seja tarde
Tem uma coisa que mudou o futebol nos últimos anos: o VAR. A revisão por vídeo.
Antes, um erro de arbitragem podia definir o resultado de um jogo. Agora, dá pra revisar, corrigir, ajustar antes que o estrago seja irreversível.
No seu negócio, você tem o VAR ligado?
Ou você só olha os números no fim do mês, quando já não dá mais pra mudar nada?
Métricas não são chatas. Métricas são seu VAR. São elas que te avisam quando algo está errado antes de você perder o jogo.
Mas tem um detalhe importante: não adianta medir tudo. Você precisa medir o que importa.
No futebol, não é só contar quantos passes foram dados. É ver quantos passes geraram chances reais de gol.
No marketing, não é só contar curtidas. É ver quantas conversas reais aquele post gerou. Quantas pessoas te procuraram. Quantas viraram cliente.
O VAR do seu negócio precisa estar ligado o tempo todo. E você precisa ter coragem de parar o jogo e revisar a jogada quando perceber que algo não está certo.
Pressão: quando o jogo não sai como você planejou
Tem um momento em todo jogo de Copa que define tudo: quando a pressão aperta.
O adversário marca um gol. O tempo está acabando. A torcida cobra. Todo mundo fica nervoso. E é aí que você vê quem está preparado de verdade.
Alguns jogadores travam. Outros começam a chutar de qualquer jeito. Alguns desistem antes do apito final.
Mas os grandes? Os grandes respiram fundo, se centram e continuam jogando.
Marco Aurélio, imperador de Roma e filósofo estoico, dizia algo que todo empreendedor deveria ter colado na parede:
"Você tem poder sobre sua mente, não sobre eventos externos. Perceba isso, e encontrará força."
Você não controla se o mercado vai estar bom ou ruim. Não controla se o cliente vai fechar ou desistir na última hora. Não controla se o concorrente vai baixar o preço.
Mas você controla como reage a isso.
No Aikido, a gente treina exatamente isso: performance sob pressão. Como se manter centrado quando tudo ao redor está caótico.
E sabe qual é o segredo? Não é ter uma técnica mágica. É ter clareza sobre o que você controla e o que você não controla.
Quando você para de gastar energia tentando controlar o incontrolável, sobra energia pra focar no que realmente importa: sua próxima jogada.
Resiliência: o que fazer quando você está perdendo de 3x0
Tem jogos que você começa perdendo feio. 3x0 no primeiro tempo. Todo mundo acha que acabou.
Mas de vez em quando aparece aquele time que não desiste. Que volta pro segundo tempo e vira o jogo.
Não é sorte. É resiliência. E resiliência não é "aguentar calado". Resiliência é a capacidade de continuar jogando mesmo quando tudo diz que você deveria desistir.
No seu negócio, você vai ter meses ruins. Vai ter clientes que desistem. Vai ter estratégias que não funcionam. Vai ter momentos em que você vai querer largar tudo.
Eu sei. Já passei por isso mais vezes do que gostaria de lembrar. Mas a diferença entre quem constrói algo sólido e quem desiste no meio do caminho está nisso: capacidade de continuar jogando.
Não cegamente. Não fazendo sempre a mesma coisa. Mas com clareza sobre o que precisa mudar e coragem pra fazer diferente.
O jogo não acaba no primeiro tempo. E seu negócio não acaba numa crise, num mês ruim, num cliente que foi embora.
Respira. Se centra. E joga o segundo tempo.
Time ou amontoado? A diferença está na estratégia
Voltando à pergunta lá do começo: sua empresa é um time de Copa ou um amontoado de jogadores?
Porque a diferença está na estratégia que conecta tudo.
Um time de Copa tem:
Preparação clara (todo mundo sabe o que está fazendo e por quê)
Liderança que ajusta (o técnico muda quando é preciso)
Análise constante (o VAR está ligado)
Performance sob pressão (não trava quando as coisas apertam)
Resiliência (joga até o fim)
Seu negócio tem isso?
Ou você está correndo atrás da bola sem saber exatamente o que está tentando alcançar?
DICA PRÁTICA: O que fazer a partir de agora
Se você chegou até aqui e reconheceu que seu negócio está mais pra "amontoado de jogadores" do que pra "time de Copa", relaxa. Não é culpa sua. Ninguém ensina isso.
Mas agora você sabe. E agora pode mudar.
Deixa eu te propor um exercício prático pra esta semana:
Segunda-feira: Auditoria de Time
Pega papel e caneta (sim, papel mesmo) e responde:
Todas as ações do meu negócio estão conectadas ou cada uma vai pra um lado?
Eu tenho uma estratégia clara ou estou só reagindo ao que acontece?
Qual é o "jogo" que estou tentando ganhar? (qual é o objetivo real?)
Se você não consegue responder com clareza, você não tem estratégia. Tem improviso.
Terça-feira: Quem é o adversário?
No futebol, você estuda o adversário antes do jogo. No negócio, você precisa estudar o mercado.
Responde:
Quem é meu concorrente direto e o que ele está fazendo diferente?
O que mudou no meu mercado nos últimos 6 meses?
Estou preparado pra essas mudanças ou estou jogando como se nada tivesse mudado?
Quarta-feira: Ligue o VAR
Olha seus números dos últimos 30 dias. Mas não qualquer número. Os que realmente importam:
Quantas conversas reais você teve com clientes potenciais?
Quantas propostas você enviou?
Qual foi sua taxa de conversão? (de conversa pra proposta, de proposta pra fechamento)
Se você não sabe essas respostas, você está jogando no escuro.
Quinta-feira: Ajuste a tática
Com base no que você viu até aqui, o que precisa mudar?
Não precisa ser uma revolução. Às vezes é só ajustar uma posição, mudar o foco de uma ação, parar de insistir no que claramente não está funcionando.
Anota UMA mudança que você vai fazer a partir de hoje.
Sexta-feira: Teste de pressão
Pensa numa situação de pressão que você está vivendo agora no negócio.
Pergunta:
O que eu controlo nessa situação?
O que eu NÃO controlo?
Onde vou colocar minha energia?
Foca só no que você controla. O resto, deixa passar.
Fim de semana: Respira
Até os times de Copa descansam entre os jogos.
Você também precisa.
Para finalizar:
A Copa vai acabar no próximo final de semana. Mas as lições que ela ensina sobre estratégia, liderança, resiliência e trabalho em equipe? Essas ficam.
Seu negócio não é um jogo de 90 minutos. É uma temporada longa. E você é o técnico, o jogador e às vezes até o torcedor ao mesmo tempo.
Mas se você tiver clareza sobre o jogo que está jogando, se preparar antes de entrar em campo, se souber ajustar quando a realidade mudar, se ligar o VAR a tempo e tiver resiliência pra jogar até o fim...
Você não só joga. Você compete de verdade.
E aí me diz: sua empresa é um time de Copa ou um amontoado de jogadores?
Me responde este email. Quero saber: qual é o maior desafio que você enfrenta pra fazer seu "time" (seja ele composto de pessoas ou você solo nesta jornada, considerando seu time tudo que precisa ser feito), funcionar de verdade?
Eu leio e respondo cada mensagem pessoalmente.
Um abraço,
Edson Egilio
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PS. Se você chegou até aqui, obrigado. De verdade.
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